Terceirinha

Terceirinha: Combater a mentira e a ignorância. Ou vamos entender o porquê eu não gosto das ideias do Victor Miller e da Planeta Sonic!

Eu pensei que não precisaria escrever este texto, mas me enganei. Senão ficou claro nas dez terceironas/terceirinhas anteriores eu enumero aqui os fatos que me fazem ser crítico ao oxidável J.J e porque mantenho este trabalho que só me traz desgostos!

Para começar “bem” 2016 vou chutar o pau da barraca e fazer um texto que se grande parte das pessoas tivessem o mínimo de sensibilidade e bom senso não precisaria ser escrito.

Gostaria que vocês leiam os comentários da última notícia que postei aqui em 2015, foi uma nova história sem fim onde eu tive que repetir para os sujeitos o porque de tudo que já escrevi aqui na Sonic Evollution, já que o idiota não quer se dar o trabalho de ler e procurar tudo que já produzi aqui, porque “a primeira impressão é a que fica” e por isso a Sonic Evollution é uma merda, por causa de minha pessoa, segundo o idiota.

E durante as férias de janeiro uma página no facebook publicou uma pseudo-entrevista comigo (que respondi aqui na Sonic Evollution) onde o objetivo era nada mais nada menos que criar um espantalho com minha imagem para que eles possam bater e “debater” com este “boneco” em vez de tentar um debate honesto e respeitoso.

Diante de todo este cenário é necessário deixar explícito o que eu estou combatendo pois eu não preciso que ninguém fale por mim ou tente adivinhar o que eu quero fazer e dizer. E assim tenho que escrever mais este longo texto para explicar algo óbvio para quem me acompanha desde o início desta saga aqui na Sonic Evollution.

(Vlog sobre esta Terceirinha – um resumo deste artigo [link para o youtube])

Falsos motivos e uma verdadeira compreensão da situação

Inveja, arrogância, estupidez, fanboyzice, fracassado, retardado, gordo patético, solteiro, classicista … já me acusaram de tudo isso, porque criticar é errado para estas pessoas. Dar nome aos bois é errado. O correto é você fingir ser amigo, usar uma linguagem polida, politicamente correta e efeminada e só nas trevas, nas sombras, pelas costas você faz críticas, intrigas e conspirações. Isto é a coisa correta a se fazer na mente de muito mentecapto.

Tenho os meus defeitos, e sim, eles me atrapalham, como os defeitos de vocês os atrapalham, porém eu tenho uma qualidade que poucas pessoas conseguem cultivar: Eu não tenho medo da realidade.

Quando alguém vem aqui na Sonic Evollution descarregar o seu ódio contra mim por causa de uma critica eu considero isto é uma benção, é bom saber que o trabalho que faço incomoda, e só incomoda porque o mesmo faz a pessoa pensar. Se ela é muito fã e apaixonada o ato de pensar dói, corrói, pois a ilusão é confortante.

Fico pensando que este é um trabalho cruel e entendo esta reação exagerada dos fãs da Planeta Sonic, pois naquele portal elas encontraram um porto seguro, pois tem um cara ali, um “jornalista”, um cara carismático com um discurso pronto que bate com os seus gostos pessoais. Ele e sua equipe são joviais, dinâmicos e principalmente, eles te escutam, te compreende e endossam todas suas convicções quando o assunto é Sonic.

Já disse aqui que é uma guerra perdida, não adianta, quanto mais você mostrar as contradições, as manipulações e as mentiras mais a pessoa resiste, mais ela discute e mais se deprime.

Aos olhos da criançada que chega aqui e ler ou assiste um cara gordo, velho, feio de doer escrevendo textos grandes e que atacam aquilo que eles compraram como verdade, a visão que eles tem é que eu sou um inimigo, tão asqueroso quanto o Eggman. Na verdade muitas dessas pessoas vê no meu discurso algo apóstata e cismático, como se eu fosse o Goldstein, “o vilão” do livro 1984 de George Orwell.

Eu recomendo você ler o livro 1984 do Orwell que é uma metáfora muito bem construída sobre como é fácil manipular as pessoas ao ponto que façam as mesmas agirem como gado.

Eu compreendo quando me chamam de arrogante, afinal de contas, na cabeça destas pessoas, como este gordo e feio atreve-se a refutar o grande amigão, o grande irmão. Quem ele pensa que é? Com que autoridade ele faz isto?

Eu compreendo quando me chamam de invejoso e fracassado, afinal de contas, ele está falando mal porque está buscando mais fama, mais audiência em cima do “ótimo trabalho” feito por aquele “jornalista brilhante” que lutou muito para chegar onde chegou. Ele não tem views, “ele apenas tem ódio” pensam os incautos.

Eu compreendo tudo isto, não precisa ser nenhum gênio. A pessoa comprou a historinha que todos os fãs precisam ser unidos, amigos para que a franquia Sonic continue existindo porque se existir ruptura, ah meu filho, os dissidentes malvados vão conseguir convencer a SEGA a destruir tudo aquilo que amamos.

Se você está do lado de fora consegue ver o quão vil, vazio e estúpido é este discurso, mas quem está dentro não faz a menor ideia que estas ideias não fazem sentido, ela age com pura emoção e quando você chega a este nível fará de tudo para defender aquilo que você tanto ama.

Para estas pessoas, eu que estou de fora e criticando sou o mal encarnado, o vilão, e o seu objeto de amor e desejo é tão forte que você passa a ver o Sonic, o Miller e todos que concorda com você como seu filho(a) e você então deve fazer qualquer coisa para defendê-lo.

É psicologia pura, e o Miller  conseguiram sentir que a massa estava almejando um discurso inclusivo, confortante e feliz. Este é o mérito deles, uma pena que canalizam isto para o mal.

Antes de continuar, quero relembrar um pouco da minha trajetória pela comunidade de fãs de Sonic do Brasil para evitar que este incidente dos comentários da notícia citada acima se repita.

Saudades do feudalismo moleque da Power Sonic …

A Power Sonic (vou usar “PwrS” como abreviação para não haver confusão) tem (e teve) muitos problemas passiveis de críticas, eu mesmo já tive as minhas discussões e ressalvas aos métodos que a PwrS cultivava.

A primeira grande discussão, podemos dizer que este texto é a primeira Terceirona de facto (Terceirona Honoris Causa) foi a fantástica história sem fim que tive com o Augusto “Dark Sonic” do Sonic Zone Fórum quando o NCDF ainda estava encravado na Sonic Network já no distante ano de 2012.

Em teoria eu venci aquela discussão, o problema é que eu não aprendi merda nenhuma com a mesma.

Passei a compreender um pouco do motivo que a Power Sonic usava este modelo de favores e vassalagem na comunidade. Apesar de não concordar com este modelo a lição que o Dark Sonic estava querendo me passar na época não foi entendida: Você está lidando com moleques passionais e precisa selecionar deste público aqueles mais racionais e desenvolvê-los.

A estratégia era simples, manter os histérios e mentirosos fora do topo da comunidade. Mas como eu mesmo disse durante a discussão, é impossível manter este pessoal longe, ainda mais na internet e uma hora ou outra teria uma revolução e pronto. Foi o que aconteceu!

Sem a mão feudal da Power Sonic e sem a sua seleção artificial, tivemos um vazio de poder, e vazio é algo instável que não dura, sempre vem algo e o preenche.

Nosso J.J. e sua equipe perceberam isto e montaram uma estratégia que devo admitir, é formidável.

E assim, devido a escrotidão atual que a Planeta Sonic nos incumbe, devo aceitar a teoria da ética da responsabilidade de Max Weber (o famoso “menos pior”) e dizer que sim, era mais fácil combater e discutir os problemas com o povo da Power Sonic que não eram tão emotivos e histéricos e disso eu sinto saudades!

A Treta está no DNA e no coração da Sonic Evollution

Se você acha que eu sou a fonte de todas as tretas e brigas na Sonic Evollution você está redondamente e quadradamente errado.

HyperSonic e UltraShadow tem a treta correndo em seu sangue e a Sonic Evollution herdou de seus pais o gene das tretas.

Desde o início, a Sonic Evollution como “instituição” sempre teve um amor pela treta, muito disso aconteceu por causa da pouca idade de nossos webmasters quando decidiram criar um site de Sonic, em 2008 ambos tinham 12 anos de idade e várias das tretas que aconteceram por ai poderiam ter sido evitadas com um pouco de maturidade.

São muitas tretas, talvez um dia os nossos webmasters gravem um podcast só com as histórias de tretas, mas algumas são memoráveis como o cara que plagiava nosso conteúdo na cara dura, a crise do hentai no fórum Sonic Network, os problemas com a Power Sonic por causa de artigos, o roubo do Projeto SEGA Brasil e a mais atual com a Portal Sonic por causa da sala do Ressaca Friends.

A última relatada acima ainda merece um texto à parte, na época que a mesma aconteceu eu cheguei a escrever uma Terceirona completa mas não a publiquei pois achei prudente não piorar a situação, (já bastou dois textos meus no fórum para aqueles babacas arrumarem confusão) mas quem sabe um dia em um momento oportuno eu o desengavete para o nosso deleite.

A própria Sonic Evollution também nunca gostou do certo boicote que a Power Sonic impôs, lembrando que a S.E. tentou várias vezes de forma diplomática acertar os ponteiros com a PwrS e até ser parceiro dos mesmos, o resultado sempre foi um doloroso silêncio por parte deles, o que deixou os nossos webmasters bastante chateados.

Então, se você acha que eu sou o “departamento de tretas” da Sonic Evollution está enganado, no máximo eu sou a continuação deste legado que a S.E. iniciou: Um site independente com ideias independentes, se você acha que isso é uma fábrica de Tretas, não podemos fazer nada.

Nunca fui um expoente da comunidade de Sonic e nunca serei …

Em 2001 eu achei a Power Sonic através do extinto cadê.com.br (hoje o mesmo faz parte do Yahoo!) e sempre acessei a mesma e outros pequenos sites sobre Sonic naquela época, lembrando que em 2001 eu tinha 17 anos de idade.

Cheguei a escrever algumas coisas para a Power Sonic (de repente ainda deve existir textos meus lá, procure por CASPEREARK na mesma – era assim eu que assinava os textos – me lembro que vários foram colocados na seção Teorias, todos eles, tirando um especial sobre Sonic 2 Alpha foram escritos em 2002 e 2003) mas nunca fui um cara influente.

Por causa destes textos na PwrS eu cheguei a conhecer algumas pessoas que provavelmente não estão mais na comunidade e cheguei algumas vezes conversar por MSN com o próprio Hkº, mas nunca tive ambição de virar uma estrela. Me lembro que fui moderador de um fórum de Sonic que foi parceiro a PwrS mas o negócio não vingou.

Desde 2006 eu nunca mais tinha escrito nada para sites de Sonic (só voltei com a Teceirona em novembro de 2014), nesta época estava no auge da faculdade, trabalhando em dois estágios, mal tinha tempo para mim mesmo.

Quando em 2008 o HyperSonic e UltraShadow montaram o seu primeiro site de Sonic eles me chamaram para ser o terceiro webmaster, eu recusei e recuso até hoje, não tenho paciência e nem ânimo para ser dono de um site de Sonic.

Entre 2006 até 2014 sempre fui um espectador secundário da comunidade, o que me motivou a retornar com uma postura mais crítica foi a escrotidão que a Sheila do Projeto SEGA Brasil fez com os nossos webmasters, copiando o projeto na cara dura (não atoa ela uniu o PSB com a Planeta Sonic). O UltraShadow não perdoa esta traição até hoje, sendo um dos motivos que o faz ficar um pouco distante da comunidade, este foi um duro golpe para a história da Sonic Evollution.

E por fim, durante a Copa de 2014 os webmasters me apresentam a maior escrotidão que já vi na comunidade de Sonic: A Planeta Sonic e seu oxidável webmaster.

E depois de muito refletir, decidi que voltaria a escrever para combater a escrotidão e a estupidez em expansão na comunidade, que começou pequena ao redor da Power Sonic, ganhou força com a Sheila e seu projeto Xerox e está em seu clímax com o projeto de poder do J.J.

Agora que expliquei todo o meu antecedente está na hora de entrar no assunto principal deste texto que é o porquê eu faço as Terceironas e Terceirinhas rebatendo (e batendo) no Victor Miller e no seu site.

Me dê motivo …

O mundo em que vivemos não é lindo, não é maravilhoso e muito menos justo. A medida que envelhecemos é inevitável que nos decepcionemos com a realidade a nossa volta e você chega numa conclusão um tanto triste que a vida faz de tudo para nos destruir, e sim, ela sempre consegue. Uma realidade que faz a maioria das pessoas entrar em depressão e que traz muitas e muitas angustias por se algo destrutivo e decadente.

Quem me acompanha sabe que eu utilizo muito a palavra decadência e faço isso porquê cheguei a conclusão que o declínio é o resultado final de tudo que acontece no Universo. Não sou um niilista mas é algo óbvio, a decadência (morte, destruição, falência e fracasso) é um princípio em nosso Universo e pasmem, a decadência é uma lei da Física (o conceito de entropia, energia escura e a segunda lei da termodinâmica), ou seja, qualquer pessoa que parar para pensar na vida sabe que a decadência é algo natural e que deve ser apontada quando é iniciada.

Diante da nossa triste realidade você tem apenas as seguintes opções:

  • Cometer suicídio, afinal de contas nada na vida é realmente relevante e a mesma é vazia e cheia de sofrimento inútil (conclusão famosa do filósofo francês Jean Paul Sartre)
  • Bater de frente com a realidade, seja entendendo-a de forma física e/ou transcendental.
  • Ou, por fim, você tenta driblar a realidade usando um mecanismo eficiente criado pela consciência humana chamado ilusão.

O primeiro e o terceiro caminhos são os mais fáceis, já o segundo caminho é o que nós chamamos de filosofia e ciência.

Eu escolhi o segundo caminho, entender a vida e tudo que acontece nela (seja de forma física ou transcendental, não vou entrar neste mérito afinal isto aqui não é uma discussão filosófica) é uma ótima maneira de conseguir conforto diante de uma realidade tão fria e destrutiva.

O mais legal disso tudo que apesar da vida e a realidade serem feia, destrutiva, decadente e injusta, nós não precisamos ser desse jeito, muito pelo contrário, nós podemos através do conhecimento construir coisas bonitas, edificantes e principalmente, praticar a justiça, retidão e igualdade.

Praticar a justiça através do conhecimento da nossa realidade, com ética, honestidade, retidão e com boa intenção é o que chamamos de equidade.

Bom, e o que isso tem a ver com o artigo? Simples, o segundo caminho apresentado acima (bater de frente com a realidade) requer perícia, honestidade, ética e algo que erroneamente as pessoas chamam de “imparcialidade”, um conceito que virou uma pedra fundamental no jornalismo moderno. E não dá para explicar o jornalismo moderno, seus vícios e o Miller se eu não apresentar o mínimo de filosofia e lógica, afinal meu público é muito diversificado e pular esta parte poderia não embasar os meus argumentos.

Neste capítulo também apresento e defino alguns princípios que regem a minha vida, alguns não entendem quando eu explico e outros dizem que sou ingênuo demais, seja o que for, estas convicções de vida são um bom motivador para fazer estes textos aqui na Sonic Evollution.

Repare que eu escrevi imparcialidade* entre aspas e fiz isto porque tenho a convicção que a mesma não existe e vou explicar isto agora.

A inexistência da imparcialidade

Todo mundo fala por ai que um bom jornalista tem que ser imparcial, ou seja, a imparcialidade seria uma amiga do bom jornalismo.

Mas o que é imparcialidade? Como sempre fazemos procuramos no pai dos burros:

imparcial
im.par.ci.al
adj (im1+parcial) 1 Que não é parcial. 2 Que não se deixa corromper. 3 Que julga sem paixão. 4 Que não sacrifica a verdade e a justiça a considerações particulares.

Humm, não ajudou muito, não é? Vamos ver então o significado de parcial

parcial
par.ci.al
adj m+f (lat partiale) 1 Que é parte de um todo. 2 Que só existe ou só se realiza em parte: Eclipse parcial do Sol. 3 Que toma parte numa ação ou empresa. 4 Que, num litígio, é favorável a uma das partes; partidário, sectário. s m+f Pessoa partidária de alguém, ou seguidora de algum partido ou sistema. Prova parcial: prova dos exames escolares por período letivo.

Pelas definições podemos concluir que ser imparcial no jornalismo seria:

1) Escrever sem paixões

2) Escrever levando em conta todo o contexto

3) Escrever sem tomar partido

Só que existe um pequeno problema nesta definição que nos remete novamente a filosofia e psicologia e são questões pertinentes.

É possível escrever sem paixões? É possível ver o todo numa discussão? É possível não tomar partido?

E a resposta para todas as questões acima é NÃO!

  • Escrever é uma arte e não existe arte sem emoção e paixão, não importa se você ama ou odeia ler e escrever, de qualquer forma você tem algum sentimento e alguma motivação para criar ou ler um texto.
  • Somos seres com intelecto limitado e por mais que estudemos anos a fio uma questão sempre vai nos escapar algo, sempre existirá espaço para aprender e debater e ter uma visão completa do todo é algo improvável.
  • E por fim, como diria Raul Seixas, somos seres que temos opinião sobre tudo, ou seja, julgamos tudo e a todos, seja lá qual for a questão é natural que nos posicionemos, é muito difícil você não escolher um lado. Claro que quanto mais culto você for mais embasado será seu julgamento e menos palpites terá na sua conclusão, mas é fato, todos nós sempre nos posicionamos intelectualmente em qualquer questão.

Sendo assim eu sempre digo para as pessoas da Sonic Evollution que a imparcialidade não existe.

Só uma máquina pode ser imparcial (ou no máximo algum outro ser consciente, seja ele metafísico ou alienígena). Seres humanos não são imparciais!

Senão existe imparcialidade, então, o que é ser um bom jornalista? É isto que vamos explicar agora.

Equidade, retidão, integralidade e isenção: os princípios básicos do jornalismo ideal

Já que quebramos o mito da imparcialidade, vamos definir o que é um bom jornalismo. Esta é a minha definição de jornalismo já que não existe (infelizmente) uma definição universal de jornalismo ideal.

Voltemos a consultar o pai dos burros:

íntegro
ín.te.gro
adj (lat integru) 1 Inteiro, completo. 2 Reto, incorruptível. 3 Pundonoroso. sup abs sint: integérrimo e integríssimo.

isento
i.sen.to
adj (lat exemptu) 1 Desobrigado, dispensado, livre: Isento de pagar direitos. 2 Que é imparcial, a despeito dos seus interesses. 3 Incorruptível. 4 Que tem esquivança, que não se mostra sensível às amabilidades ou galanteios. 5 Que emite livremente o seu parecer; imparcial. 6 Que não contém; livre de, sem: Isento de escórias.

equidade
e.qui.da.de
(
qui ou qwi) sf (lat aequitate) 1 Justiça natural. 2 Disposição para reconhecer imparcialmente o direito de cada qual. 3 Igualdade, justiça, retidão. Antôn: injustiça.

Nas definições de equidade e isenção aparece o termo imparcialidade, então significa que estou errado na minha conclusão anterior? Não, a palavra imparcialidade aparece como sinônimo de retidão. Aliás o termo imparcial deveria ser substituído por retidão na maioria das definições. Mas o que é retidão?

retidão
re.ti.dão
sf (lat rectitudine) 1 Qualidade de reto. 2 Conformidade com a justiça, com a lei, com a razão, com o direito; justiça, legalidade. 3 Integridade de caráter. 4 Lisura de procedimento.

Bingo!

Quando as pessoas pedem imparcialidade no jornalismo na verdade pedem por retidão, ou seja, pedem por lisura, honestidade, caráter, integridade, humildade e um texto reto e direto com todas as fontes e não o que se convencionou a chamar de imparcialidade.

Então, sendo assim, um bom jornalista deve ser:

Íntegro: Sempre buscar a visão do todo mesmo que seja impossível (e sabemos que é), pode parecer ilógico procurar por algo que não vai conseguir encontrar mas ao fazer a busca por um todo você aprende coisas novas, você vivencia outros pontos de vista que pode ser crucial para sedimentar seus argumentos.

Isento: Escrever sem obrigações ideológicas, escrever e visualizar a realidade como ela realmente é, escrever de forma livre, sem ambições de conseguir mais audiência, mais cliques e mais bajulação. Não se corromper e ter como único interesse a realidade e a verdade, por mais que isto vá contra suas paixões e sentimentos.

Equidade: Ser justo, permitir a liberdade total de discussão de seu texto e suas ideias, tratar todas as pessoas com respeito e tratar todas ideias de forma igual. Fazer julgamento igual não significa que todas as ideias são boas, mas significa que você estudou e conhece bem todos ou boa parte dos vários pontos de vista e sabe lidar com os mesmos. Não censurar, não perseguir e muito menos boicotar pessoas ou ideias apenas porque as mesmas vão contra suas paixões e visão de mundo, não é preciso concordar e nem enaltecer ideias que você não concorde mas também você não deve escondê-las.

Retidão: Texto direto e racional onde você deve ser honesto e ter caráter e personalidade fortes, onde as pessoas sabem que você tem suas paixões e preferências mas sabe que você está sendo cético, que você não está ludibriando, e que você está sendo responsável. Que você não esconde pessoas e quando necessário cita as mesmas sem medo, sem amarras e que, por fim, você está sendo sincero.

Se um jornalista ou quaisquer pessoas que tem as quatro qualidades acima mais o ceticismo (que já abordei em outro texto) então esta pessoa tem o meu respeito por mais que pense diferente de minhas opiniões e convicções pessoais, caso contrário terá a minha repreensão e admoestação.

Não sou jornalista, mas na Terceirona e Terceinha eu tento colocar estas convicções em prática e peço para você que se eu não conseguir ter as qualidades acima, que vocês as tenham e me repreendam.

O jornalista entre aspas

Eu uso aqui nas Terceironas e Terceirinhas o termo jornalista entre aspas quando me refiro ao Victor Miller e faço isso não por ódio, mas porque não vejo as qualidades de um bom jornalista em sua pessoa e em seus textos e suas atitudes, qualidades estas que citei acima.

Então se eu não o considero o mesmo um bom jornalista, então ele é um “jornalista”. Entenderam?

Mas estou sendo prático neste texto, então vou dar exemplos que o Miller não é um bom jornalista, muito pelo contrário, ele é um mal jornalista.

* Série Sonic: Decadente ou injustiçada? [29 de outubro de 2013]

A primeira grande coluna do “jornalista” e a segunda da série “Papo Cabeça” (que eu chamo carinhosamente de “Papo Acéfalo” porquê a quantidade de bobagem dita na mesma é algo triste) é simplesmente batendo forte contra a imprensa, que ele próprio faz parte.

Não há nada de errado em jornalistas criticar os seus pares, mas a maneira como ele fez foi patético. Foi neste texto que ele criou o mantra da conspiração “anti-Sega comunista illuminati reptiliana onde ele culpa os seus pares de criar uma imagem decadente da série Sonic depois de Sonic Heroes.

O argumento se resume em dois pontos: Que grande parte da imprensa é corrupta e que outra parte é recalcada pelo fato da SEGA ter saído do mercado de consoles.

Que games como Sonic Adventure 1 e 2 foram enaltecidos em seus lançamentos para Dreamcast e quando foram relançados para o Game Cube com algumas modificações os mesmos foram recebidos sem entusiasmos e que os jogos subsequentes foram desprezados ou por falta de corrupção ou por puro recalque.

O problema é que não existem fatos e evidências que sustentem esta hipótese: Sabemos que é provável que exista corrupção na imprensa de games e que também é possível que um ou outro jornalista seja recalcado. Agora, imputar isto a toda imprensa?

E ele termina o texto dizendo que a opinião do gamer e fã é melhor que a opinião do jornalista.

E o pior, ele não explica no texto se a Série Sonic é decadente ou injustiçada, deixa apenas a entender que a mesma é injustiçada.

Para alguém formado em jornalismo pela PUC-RJ e que trabalha na grande imprensa (UOL) é imperdoável, neste texto vemos que ele não tem as qualidades para ser um bom jornalista pois:

1. Não existe integridade, existe um espantalho de integridade onde ele bate sem dó, este espantalho de integridade é a “grande imprensa”, ele coloca a culpa em algo que nem ele, nem eu e nem vocês temos conhecimento do todo. Afirmar que os jornalistas de games ou são corruptos ou são recalcados e que não existe outra possibilidade é pensar pequeno demais. Será mesmo que toda imprensa foi e está sendo maledicente com a série Sonic ou a mesma pode está refletindo uma tendência, mesmo que seja por vias tortas?

2. Não existe isenção, só pelo fato de usar um espantalho na grande imprensa malvada já denota que existe alguma ideologia, que o mesmo está vendo a realidade com filtro baseado em suas paixões, isto já quebra o paradigma de isenção. Porém a quebra de isenção fica mais nítida quando ele diz que o senso comum entre os fãs é que Sonic Unleashed HD é um ótimo game, de onde ele tirou esta conclusão? Foi feitas pesquisas sérias com metodologias pragmáticas em todo mundo com perguntas e respostas devidamente coletadas e comparadas? Ou será que o mesmo não está sendo influenciado pelo seu meio, pela suas amizades próximas que estão colocando um filtro de uma ideia pré estabelecida entre este grupo? Este é um pecado mortal que o Miller sempre comete, colocar-se como fã ideal e representante dos fãs, além de ser arrogante e megalomaníaco requer uma ideologia, que por nossa definição quebra a isenção e a coerência.

3. Não há equidade, é fato notório que neste texto o JJ não vê com justiça e igualdade necessárias dois momentos históricos, ou seja, a causa de tudo isso é anacrônica, na época do Mega Drive e de quando a SEGA estava por cima ou os jornalistas estavam comprados ou não existia recalque na imprensa e do nada tudo mudou, os jornalistas corruptos por vingança passaram a descer a lenha e aqueles que não eram corruptos do nada viraram recalcados. A imprensa é a mesma e a massa total de fãs não só continuou a mesma como cresceu ao longo do tempo, logo o que vale para o passado deveria continuar valendo no futuro, não é mesmo? Se a série não decaiu e está sendo vítima de uma injustiça planejada, por que a visão do mercado mudou de forma tão abrupta? Os motivos que ele apresenta são suficientes para explicar tudo isto? Será que não existem outras possibilidades? E essas outras possibilidades foram devidamente pesadas e analisadas? É evidente que não, o Miller está sendo profundamente sectário, e sectarismo é algo que aniquila a equidade.

4. Não há retidão, o texto é cheio de subterfúgios que não explica as opiniões, o mesmo termina sem concluir a sua premissa designada no título, faz apenas uma insinuação de sua conclusão.

5. Não há ceticismo já que fica claro que ele acredita nos argumentos fracos ou vazios que ele mesmo formulou.

* O conservadorismo dos fãs classicistas [23 de janeiro de 2014]

Muitas pessoas me mandaram este texto para que pudesse comentá-lo, muitas pessoas mesmo. Só que a maioria das pessoas não conseguem refutar este artigo do Miller pois o mesmo começou bem.

O texto até certo ponto está correto, ele fala que a nostalgia é algo que cega (ou seja, o filtro ideológico, a falta de isenção) e deu um exemplo anedótico de seu primo pequeno não gostar da série clássica e sim do Heroes por ser algo de sua geração.

Só que o texto derrapa na conclusão e nas próprias atitudes do Miller no site da Planeta Sonic.

A conclusão do texto é sectária, ou seja, todos devem iniciar uma luta contra os críticos da imprensa ou mesmo dos próprios fãs, todos tem que aceitar que não existe jogo bom e jogo ruim e que o importa é apenas a diversão.

Sectarismo aniquila a noção de equidade e todos tem que aceitar um julgamento uniforme pré-definido aniquila com a isenção.

O texto não tem noções de integridade pois não levou em conta o que esta corrente de pessoas que ele definiu de “classicismo” pensa e colocou um preconceito: Será que estas pessoas estão sendo mesmos conservadores? Só por isso o texto não é cético, portanto não tem retidão.

Conservador quer sempre conservar algo: O que seria este algo? Vamos ser íntegros e pensar num termo que ele usou no título: Existem conservadores que são radicais e querem jogos em 2D exatamente iguais aos do Mega Drive; Existem conservadores que querem manter algum tipo de essência (existem várias interpretações para este termo) e tem aqueles conservadores que querem manter algum aspecto em específico ou mesmo uma coerência artística (como eu por exemplo).

De qual conservadorismo ele está falando? Este é o problema, ele não define. Deixa em aberto.

Nem mesmo o termo “classicista” é definido, pelo contrário, no final do texto ele define que tudo é clássico o que cria um enorme paradoxo.

A palavra clássico vem do latim e tem uma definição ampla: Pode significar velho, tradicional, modelo, costume ou padrão.

Será que todos os classicistas são iguais já que é um termo bastante genérico? Será que ele define como classicistas conservadores não é apenas um termo para designar daqueles que ele não concorda?

Percebe que tudo é nas entrelinhas? Que tudo é uma questão de interpretação? Que os textos são cheios de indiretas? A única coisa que um jornalista pode ocultar é alguma fonte que pediu anonimato, no resto ele tem que ter retidão. Um jornalista obscurantista? Pode isso produção?

E esta atitude de indiretas é amplamente usada em inúmeros outros textos e atitudes do próprio Miller nas redes sociais. Esta é uma atitude séria que deve ser respeitada? Acho que não.

Ele como único “jornalista” da Planeta Sonic e queira ou não um dos “jornalistas” mais badalados da comunidade de fãs deveria dar o exemplo. Não era para eu, um simples computólogo estar aqui dando estas lições e sim ele.

Disseminação e defesa de mentiras

Além de não seguir o bom senso, a ética e retidão que um bom jornalista deveria ter o nosso grande J.J. dissemina e defende mentiras.

O caso mais emblemático foi em setembro de 2014 quando eles publicaram uma matéria dizendo que o desenho do Sonic Boom seria lançado no Brasil ainda naquele ano.

Eles usaram uma simples imagem gerada por um aplicativo que faz diálogos fakes no facebook como prova que tem contatos com o Cartoon Network.

Como bom amante da lixeira o Miller removeu o post quando viu que pegou mal e isto é algo que ele costuma fazer: Pegar um fato que está prestes a acontecer e publicar como se fosse um furo. Todos sabemos que Sonic Boom só chegou no segundo semestre do ano passado no CN e de forma completamente diferente do que tinha sido noticiado pela Planeta Sonic. Na época eu gravei um vlog não listado para o meu tumblr sobre este caso.

Outro exemplo emblemático é que o Miller desde o início da Planeta Sonic anuncia o Sonic Adventure 3 e para isto serve até de “fontes” do 4chan. No dia que este jogo for realmente anunciado acredito que 90% dos resultados da pesquisa google cairá na Planeta Sonic de tanto que eles falam no mesmo.

O mesmo ocorreu com a notícia que a SEGA compraria a capcom onde ele pegou um fato que a SEGA investiu um pouco de grana na Capcom e isto já virou a fusão do século. Não dá para afirmar que não existiu interesse de compra mas quem acompanha a situação financeira da SEGA sabe que a mesma sozinha não conseguiria bancar este negócio e na época eu disse isso e levei pedrada, só que a tal fusão não se concretizou e todo mundo esqueceu magicamente desta barrigada do Miller.

Mas vou pegar umas postagens recentes e demonstrar como o Miller dissemina mentiras.

* Mídia vs. Sonic: Desprestígio vs. Realidade [17 de janeiro de 2015]

Este é um texto clássico (tradicional) da Terceirona, existe um artigo específico para ele que você pode ler clicando aqui.

Tirando tudo que eu já falei deste texto apenas falar um pouco de um aspecto pertinente ao assunto: A premissa que ele usou no texto, que uma mídia golpista está destruindo a SEGA e a franquia Sonic apenas por diversão é uma das maiores mentiras que o Miller perpetra.

Desde quando um jornalista dissemina e notícia “fatos” baseados em teorias da conspiração? Já expliquei acima o porquê deste argumento da “mídia golpista” não é verdadeiro, pelo contrário, é uma saída fácil, ou seja, é um chavão.

Esse negócio de “mídia golpista” é um mantra no jornalismo político no Brasil, pessoas físicas, políticos e até mesmos jornalistas de direita e esquerda ambos acusam a mídia de ser golpista, só que as duas suposições não pode estar corretas ao mesmo tempo, um dos lados deveria ter razão, mas ao analisar bem, ninguém tem razão.

O que tem de jornalista ruim (e estamos falando de um deles) na mídia não está no gibi, mas a imprensa não é feita só de jornalistas, ela é feita pelo público. E hoje, com a internet, e no mercado de games com milhares de vloggers e gamers no YT e Twitch com inúmeros fãs sites e fanpages é impossível a mídia vender e manipular todas as pessoas de um país ou do mundo.

Ou seja, o Miller neste texto só usou mentiras e falácias para defender o seu ponto de vista que os jogos modernos do Sonic são bons.

Veja, ele criar um texto defendendo o seu gosto pessoal não é errado, o errado é ele usar mentiras para fazer isto.

É como diria o Carl Sagan: Alegações extraordinárias requerem evidências extraordinárias: Para ele manter o texto tem que provar que existe a tal conspiração contra a SEGA e a franquia Sonic, e provar com fatos, dados e investigações detalhadas e apuradas que poderão ser checadas por outros investigadores independentes, caso contrário, só temos no máximo a evidência anedótica dele e que a mesma não serve de nada.

Portanto posso dizer com certeza: O texto é mentiroso, não porque ele defende o Sonic moderno mas os motivos que ele apresenta para sustentar a tese do porquê a mídia não leva sério a fase moderna do Sonic, estes motivos são mentiras, e isto precisa ser dito!

* As enquetes [29 de outubro de 2015]

E um exemplo recente de uso de mentiras foi o resultado de umas enquetes que o Miller fez com os visitantes da Planeta Sonic e que este punhado de pessoas que votou virou “os fãs brasileiros”.

Em média cada enquete teve 1500 votos e como o sistema pode ser facilmente fraudado vamos considerar que só 1000 pessoas votaram nas três enquetes.

Então 1000 pessoas aleatórias que acessam um site enviesado para uma determinada corrente são todos os fãs brasileiros de Sonic?

A Planeta Sonic agora é a porta-voz de todos os fãs brasileiros de Sonic? Veja bem, TODOS OS FÃS?

Além de ser uma mentira deslavada é com certeza uma demonstração paquidérmica de arrogância (por falar em paquiderme, mandem lembranças para a sutileza do #QuantaBaixaria).

Isto é um absurdo tão grande que eu gravei um vlog no Facebook na época para explicar que aquilo inferido era mentira:

[Vlog Rápido #1] A EnqueteEstou fazendo uma experiência e pretendo nesta semana colocar 3 vídeos aqui no facebook no esquema de vlog rápido gravado no celular. Não sei se vai dar certo, mas vamos tentar :DE no primeiro vídeo eu falo das enquetes infalíveis da Planeta Sonic e toda mentira que os mesmo inventam. Divirtam-se 🙂

Publicado por Na Casa do Fantasma em Segunda, 2 de novembro de 2015

Os motivos que apresento no vídeo são pouco e simples:

– A pesquisa foi feita com uma metodologia e um estudo estatístico fiável? Afinal é impossível entrevistar todos os fãs de Sonic do Brasil.

– A pesquisa foi aplicada sem enviesamento?

– A pesquisa levou em conta que entre estas 1000 pessoas pesquisadas poderiam ter lusófonos que não são Brasileiros e sim pessoas que falam português mas são de outras nacionalidades e acessam o site?

– Foram feitas outras inúmeras pesquisas tão transparentes e confiáveis para a confirmação destes números?

É claro que não, as enquetes das Planeta Sonic não segue nenhuma destes cuidados, no máximo ele poderia dizer é que uma parcela dos visitantes de seu site preferem X em vez de Y.

Agora atribuir a ele e sua enquete que todos, vejam bem, que todos os fãs de Sonic do Brasil votaram é uma mentira absurda.

O nosso cidadão Kane

Sempre que alguém fala mal de um jornalista logo saca o filme de Orson Welles de 1940 chamado Cidadão Kane (Citzen Kane no original) onde o protagonista, o Sr. Kane é o esteriótipo de péssimo jornalista que tem um projeto de poder nem um pouco ambicioso: Dominar o mundo e fazer que todas as pessoas tenha um amor genuíno pela sua pessoa.

Eu recomendo que vocês assistam ao filme mas já aviso que o mesmo é em preto e branco e é um daqueles filmes “cabeça”, ou seja, é um filme lento com um enredo complexo e filosófico.

Num certo ponto eu vejo que o Victor Miller quer ser o cidadão Kane da comunidade Sonic e que claramente nosso J.J está em busca de uma carreira na grande imprensa de que tanto fala mal.

Já provamos aqui que estas mentiras e este mal jornalismo que ele comanda na PS é feito de forma deliberada, ou seja, não é acidental, é tudo feito de forma calculada e que o J.J. sabe muito bem o que está fazendo.

A partir daqui é apenas uma hipótese minha: Acho que Miller está querendo seguir os passos de outros dois jornalistas que estavam no ostracismo e que voltaram com tudo graças a internet: Reinaldo Azevedo e Ricardo Kotscho.

Os dois jornalistas acima foram diretores de grandes jornais na década de 1980 e depois desceram fundo na carreira e quase morreram, ambos voltaram graças a internet. Tanto o Reinaldo Azevedo quanto o Ricardo Kotscho criaram em sua volta uma grande massa de fãs algo até então inédito no Brasil: um jornalista ter fãs.

E ambos hoje estão ai na televisão, no rádio e na internet com suas carreiras restauradas. O Reinaldo Azevedo virou um expoente da direita política tendo sua base a revista Veja e o Ricardo Kotscho um expoente da esquerda politica tendo sua base a Rede Record.

Ambos os cases são estudados hoje em dia nas faculdades de jornalismo e de publicidade e propaganda até onde pude apurar com amigos e conhecidos que se formaram nestas respectivas áreas.

Já que estes dois casos emblemáticos está sendo estudado no ambiente acadêmico, é muito provável que muitos jornalistas recém-formados queiram colocar em prática de sua própria forma esta estratégia e conseguirem um público fiel para ser o diferencial na disputa em vagas na grande imprensa.

Se o Miller está tentando algo deste tipo podemos concluir que tudo não passa de uma estratégia para engatar uma carreira. E cabe a pergunta: será que esta estratégia vai dar certo?

O Miller como qualquer jornalista recém-formado tem duas opções: Seguir o caminho certo ou não, e até onde podemos apurar, o mesmo está indo pelo caminho errado.

Pode até ser que nosso J.J consiga vencer na vida com este projeto obscuro de carreira, mas esta estratégia vai deixar “muitos rabos” e o mesmo vai colecionar muitos inimigos.

Eu não sou jornalista portanto diretamente eu não tenho interesse em competir com o Miller para ser repórter ou colunista de um jornal ou TV, mas tudo que ele está plantando agora será usado contra ele por seus adversários e competidores na grande imprensa.

E isto é tão comum no jornalismo que é raro nós descobrimos novos nomes na grande mídia, geralmente quem está no topo fica até morrer e então alguém ocupa aquele lugar. Incontáveis jornalistas foram descartados internamente devido a este vale tudo que são as redações da grande imprensa nacional, qualquer coisa que possa pesar contra é determinante na vida de um jornalista profissional.

O Cidadão Kane não conseguiu e foi destruído pela sua própria ambição, acho que o Miller deveria assistir ao filme e tirar uma lição disso.

O nosso combate não é contra o ser humano e sim contra suas ideias

Eu não conheço o ser humano chamado Victor Miller e ele, com certeza, não conhece o ser humano chamado Edson A. Rodrigues, portanto não existe razão nenhuma para que nos odiemos mutuamente. Apesar do ódio assim como o amor serem muitas vezes irracional, de minha parte não nutro nenhum sentimento de ódio ou rancor com uma pessoa que nem conheço e acredito que esta indiferença emocional seja recíproca.

Hoje em dia vivemos num clima enorme de polarização, ou seja, senão pensa como eu então é contra mim.

E nesta leva os admiradores e até mesmos membros da Planeta Sonic vem aqui na Sonic Evollution e em vez de pensar nos pontos que levanto em meus textos os mesmos partem para o ataque me classificando de hater e que eu falo do Miller por n motivos que eu já mencionei no começo do texto.

O problema é que se o Miller não fosse jornalista e fosse um moleque de 14 anos falando todas estas bobagens seria algo condenável porém compreensível. Se assim o fosse caberia mostrar para este jovem rapaz como as coisas funciona e que ele está errado cabendo ele corrigir ou não o erro.

Mas não é esta a situação, a Planeta Sonic quer a hegemonia completa do fandom Sonic, quer um único pensamento e no seu comando temos um adulto, formado em jornalismo numa prestigiada faculdade, carismático e com um hipotético projeto de poder.

Já disse várias vezes do tom arrogante e intimidante que uma pessoa foi em nossa sala na Ressaca Friends 2014 onde a proposta feita para o HyperSonic e UltraShadow pode ser resumida em: Sejam nosso parceiros ou será nossos inimigos.

Será que devemos ser humildes e serenos com pessoas que querem te destruir? De pessoas que querem calar todos aqueles que não pensam igual? Que não seguem o Miller e seus preceitos?

Aquele dia foi decisivo para que eu começasse a Terceirona como vocês conhecem hoje, pois a primeira Terceirona foi criticando um texto da Power Sonic e que não tinha nada a ver com o Miller.

O combate que faço aqui é contra as ideias e atitudes que eles da Planeta Sonic exercem na comunidade e não contra as pessoas.

Como já disse outras vezes aqui, eu só posso falar por mim mesmo: Se existem pessoas que odeiam o Miller e vão lá encher o saco dele eu não tenho culpa disso, ou seja, estas atitudes não me dizem respeito pois nunca as incentivei.

Se tem muitos “classicistas” que zoam de forma pesada e pegam bastante no pé do Miller e da Planeta Sonic isto também não é culpa minha.

Se existem pessoas que odeiam o Miller a Planeta Sonic e querem de alguma forma machucá-los ou prejudicá-los isto também não é culpa minha.

Portanto, não me igualem e nem tentem colocar a pecha de extremista em mim porque eu não vou deixar e nem aceitar.

Tenho minhas opiniões de como deveria ser a franquia Sonic mas em nenhum momento nas Terceironas eu debato sobre isto, eu debato e rebato as mentiras e o péssimo jornalismo e as péssimas atitudes do Miller e da Planeta Sonic, é isto que me interessa.

Não existem textos meus dizendo que o Miller a PS são ruins porque gostam do Sonic Moderno. Eles podem gostar do que quiser, podem defender o que quiser, mas tem que fazer isto de forma honesta e ética.

Então deixo bem claro, os seres humanos da Planeta Sonic merecem o respeito convencional que temos com qualquer outro ser humano, mas suas atitudes e suas ideias não merecem respeito nenhum porque são tortas, são elas que devem ser combatidas.

Conclusão

Mais um texto grande e que poucas pessoas vão ler por inteiro mas eu gosto de explicar tudo nos mínimos detalhes ainda mais este assunto tão delicado.

Se você me acompanha de longa data aqui na Sonic Evollution e no NCDF tudo que eu disse acima não é nenhuma novidade, mas infelizmente as pessoas te rotulam e eu não vou ser rotulado como mais um “classicista extremista” pois o que eu estou combatendo aqui é a tentativa de criar um monopólio no fandom com um pensamento único e ilusório formado com muitas mentiras, falácias, desinformações e arrogância.

É um trabalho desgastante e que traz muitos desgostos pois muitas vezes parece que estou falando para paredes que não conseguem entender os motivos.

Independentemente se você ser um classicista ou um modernista algo que eu quero que você seja antes de tudo é que não seja burro. Que entenda que isto que está acontecendo no fandom Brasileiro de Sonic é algo ruim e danoso.

A comunidade Sonic no Brasil já foi muito maior e falo por experiência própria, o que o Miller e a Planeta Sonic estão fazendo está aos poucos destruindo algo que sempre foi frágil.

E ser condescendente com a mentira e a desinformação é a pior atitude que alguém pode ter, pois ela o torna cúmplice de inúmeras tramoias e hipocrisias feitas por uma pessoa ou um grupinho de pessoas com objetivos obscuros.

A Sonic Evollution sempre temeu que as Terceirinhas e Terceironas pudessem render um processo e este risco existe já que se o Miller quiser pode me processar, mas a probabilidade de ele perder é enorme e ele sabe disso.

Primeiro porque não sou um anônimo, eu mostro a cara, tenho um site próprio, as pessoas sabem quem sou eu, tenho endereço e emprego fixo e segundo que é fácil provar no tribunal com fatos e provas que eu estou dizendo a verdade. (os próprios textos em si são bastante embasados)

Não ataco o ser humano Miller e sim sua persona pública que todo jornalista tem e este é meu direito constitucional. Muitas pessoas não entendem a lei e por isso se calam.

E os meus textos não são feitos para o Miller ler (já que o mesmo não gosta de discutir seriamente) e sim para os visitantes da Planeta Sonic lerem e perceber que existe algo de errado no site que acessam.

Meu objetivo não é destruir o Miller e a PS e sim fazer grande parte do público rejeitar e condenar estas práticas obscuras que eles usam para que ambos sejam forçados a admitir erros e passem, mesmo que forçados pelo público a levar a verdade e a realidade a sério.

Este é o meu objetivo e provavelmente eu nunca vou alcançá-lo mas eu procuro ser íntegro. Pelas reações atuais contra mim e contra a S.E. acredito que meus textos estão surtindo efeito, mesmo que em pequena escala, e isto já vale todo trabalho que eu fiz aqui.

A internet é o maior trunfo da humanidade pois a mesma impede uma única visão de algum assunto e por isso não tenho medo de dizer que sou sim uma oposição ao Miller e a Planeta Sonic, pelo menos uma oposição aos métodos que os mesmos usam.

E assim levamos a vida e agora você sabe que, pelo menos, eu, o Casper aqui da Sonic Evollution tem a coragem de dizer na cara de todos o que estou combatendo. Se um dia o motivo deste combate for derrotado, a guerra acaba. Simples assim 🙂

–//–

* Não é apenas eu, um simples profissional de TI que tem esta opinião sobre a imparcialidade, depois que escrevi este texto procurei por ai o que os jornalistas pensam sobre a mesma. Indicado por um amigo que fez jornalismo (mas não exerce a profissão atualmente) ele me passou este texto do Observatório da Imprensa (um periódico dos profissionais de imprensa no Brasil) e então eu vi que a minha visão sobre o jornalismo não é algo tão fora da realidade, apesar que existem muitos outros jornalistas que pensam diferente. Por isso eu disse no texto que não existe uma definição clara do que é um bom jornalismo!

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Texto original da SonicEvollution.com

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Sobre o colunista

CasperEdson Rodrigues, 31 anos, paulistano, formado em Ciências da Computação e um nerd/gamer desde criancinha, que usa a alcunha de Casper, por ser um branquelo que não vai a praia, é o webmaster do site NCDF e conselheiro/newswriter da S.E.

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Sobre o autor

Casper

Edson A. Rodrigues, 32 anos, paulistano, formado em Ciências da Computação e um nerd/gamer desde criancinha que usa a alcunha de Casper por ser um branquelo que não vai à praia. É o webmaster do site Na Casa do Fantasma e dono do canal homônimo no Youtube e colunista/conselheiro/newswriter da S.E. :)